Vem, anda comigo pelo planeta! Vamos sumir!!! Vitor Ramil

sábado, 5 de março de 2011

A função de "onde trabalhar?"...


Desde o ano passado a ideia de sair da escola em que estou trabalhando começou a crescer. Depois que ganhei uma complementação de 10 horas no segundo semestre de 2010 na EMEF Garibaldi (Colônia Maciel), tudo piorou (no bom sentido). Me apaixonei pela escola, pela proposta, pelos colegas, pelo espaço, pelos alunos... Quando cheguei me senti em casa. Coisa que nunca havia sentido na outra escola. Não por ser ruim. Mas por estar longe demais da minha realidade. Sempre me sinto visitante lá. Tenho ótimos colegas, bastante trabalho, alunos queridos (outros nem tanto), espaço para trabalhar como qualquer licenciado em Música sonha em ter quando está na faculdade, tenho amigos lá!
Mas chegar na Maciel foi acolhedor... Me identifico lá. As pessoas conhecem minha família, sabem de onde eu venho. Eu conheço suas famílias (isso parece tão insignificante, mas não é)... O pensamento lá é parecido com o que eu fui criada aqui em Morro Redondo! Na outra escola a lógica é outra. A realidade é outra. Os assuntos são outros! Lá na praia ninguém está preocupado com o pêssego!!! Vê se pode??? poucos estão preocupados com "seguir estudando", ninguém fala de religião ( a não ser para rir)... Outra realidade!
Bom, ser professor não é a profissão mais tranquila do mundo. Eu escolhi essa profissão, mas não é para carregar uma cruz e mudar o mundo... Essa ideia é muito boa, muito válida, mas esgota o cara!!! Não sou a pessoal ideal!
Eu quero fazer um trabalho que possa crescer, render frutos... Não só passar... Não estou conseguindo por enquanto. Quero mudar! Espero que dê certo... Se isso for o melhor...

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Que tal?

Em primeiro lugar peço desculpas aos meus fiéis leitores! Tantos meses longe desse blog pode tê-los deixados tristes. Mas agora vocês podem voltar a sorrir! Estou novamente aqui, escrevendo, pensando, observando!
Hahahaha!!!
Brincadeiras a parte... Passei muito tempo sem escrever por motivos variados... Fim do ano sempre é corrido, estava terminando o artigo da especialização (essa novala ainda não acabou, que a mãe não me ouça: tenho que entregar agora a versão final...), e depois tive um longo período de férias (ah, que ruim...), e não foram férias de ter tempo para escrever, viajei muito (ah, que ruim de novo), fiz muita música (muito ruim!), revi amigos, parentes e conheci gente e lugares novos (tudo muito ruim!!!). Com todas essas dificuldades, o blog ficou de lado! Mas ficou de lado só na ação, pois a todo momento eu observava alguma coisa e pensava: hoje vou escrever sobre isso no blog... Depois deixava passar...
Curitiba, a família, a música, a Oficina de Música, as pessoas super legais que conheci lá, a experiência fantástica do Barbatuques, a família, Caiobá, a viagem das praias, a semana com a vó (quanta coisa para aprender), a formatura (e aquela coragem?), o jogo (ah, o jogo), Floripa (linda que só), o hostel, o pessoal do albergue, a frustação da prova, os ônibus em Floripa, as praias, trilhas, argentinos, queimados do sol, os ônibus (repito por que foram realmente muitos)... A todo momento pensando: isso vai pro blog...
Nada foi AINDA! Aos poucos vou me lembrando, e agora com mais calma, escrevendo!
Com tanto assunto para escrever o que se pode notar é que foram férias muito corridas! Muito boas!
Ah, ainda o prazer de reencontrar uma velha amiga, em plena rodoviária de Porto!
o tempo muda nossos planos, mas não muda a essência. Parecia que nunca tínhamos deixado de jogar bola, de encontrarmo-nos todos domingos...
Ônibus... Esse assunto rende um livro...
Hoje só consigo ter pensamentos soltos!
Beijo, me liga!
Fui!

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Escrever sobre...


A mãe queria que eu colocasse no texto da horta uma parte especial sobre minhas gatas. Mas essa tem que ser contada ao vivo, só para os vips, de coração forte!

O que tenho para escrever hoje é bem próximo do que escrevi esses dias, depois de esperar o Benjamin... Afinal, hoje enfrentei a fila do caixa do Nacional as 17 hs...

Como sempre acontece comigo, tenho péssima "pontaria" na hora de escolher a fila. Definitivamente a minha sempre é a mais lenta! Mas a Carla já me convenceu de que mudar de fila é bobagem, a que eu escolher vai trancar e ponto. Então, o que resta é (como bem sabe o Guilherme Feldens): Permanecer Aguardando!

Enquanto isso, tento fazer o que minha mãe faz, que sugeriram certa vez a ela: orar. Ao invéz de me unir ao coro dos descontentes, que reclamam do supermercado e seguem indo lá, reclamam e quase arrumam briga, se estressasm e tudo mais, eu fico em silêncio. Minha oração quase sempre é alguma música que me vem a cabeça, e nem mais rápido nem mais devagar chega a minha vez, ao menos não gastei meus palavrões...
Ah, claro, entre uma música e outra observo...

domingo, 9 de janeiro de 2011

Capinar...




No Natal do ano retrasado ganhei um livro da Carla (na real não lembro se foi mesmo de Natal ou foi de aniversário...) e na dedicatória dizia assim: "...já que te interessas por literatura e culinária". O livro Sob o sol da Toscana, que dizem ter também um filme (que eu nunca procurei, não imagino muito como deva ser...), que eu li com bastante entusiasmo, além de me deixar com água na boca, veio num momento em que eu estudava na pós a importância das pequenas coisas... Bauman falando da sociedade de consumo e eu não entendendo pq gosto tnto de comprar e comer McDonald's... Não deixei de fazer nada disso, mas penso no que faço. E, entre outras coisas, o livro me reforçou uma vontade mais antiga de buscar certa identidade. Vou explicar.
No orkut do meu vizinho, pessoa que admiro muito, mesmo sem ter muita proximidade, dizia naquela parte do "quem sou eu": Colono vítima do êxodo rural. É bárbaro, Tiarles! Nós devíamos estar na lavoura... Por algum motivo nossos pais abandoram essa sina e nós estamos na cidade. Pero no mucho. Afinal, estamos em Morro Redondo, lugar que eu amo, porém não exatamente uma cidade... Hehe! Me visto, sinto, ando, como, muito mais como pessoas da cidadem nas quando estou na "cidade" (hehe, lembrei da vó Lili e outros tantos que volta e meia tem que ir para a "cidade" pagar alguma coisa ou "fazer rancho"!!!), não estou totalmente em casa... No apartamento que moro em Pelotas sinto falta do sol que posso pegar aqui em Morro Redondo, na escola que trabalho em Pelotas sinto falta das conversas sobre o pêssego que ouço aqui e ali na Maciel (ah, se eu puder sempre trabalhar ali...), no centro, é bom passear, comprar, mas cansa pra caramba e eu não gosto de passar ali todo dia... Isso só falando de Pelotas como cidade... E quando vou para outros lugares, então! A boca aberta para ver o avião passar, a procura por um lugar silencioso... Amo viajar e passar um tempo fora, principalmente com a família, mas tirar os chinelos e pisar com o pé no chão aqui em Morro Redondo é especial!
E o livro da Carla, juntamente com as conversas com a Mirela e o pessoal do Nutree, as leituras de Duarte Júnior e a vontade de chegar mais perto das minhas raízes me fizeram convencer a mãe a plantarmos uma horta! Eu queria só coisas boas, temperos, uma alface quem sabe... Mas o vô Rodolfo já mandou plantar couve, repolho e tudo mais... Hehehe, tudo bem, tem espaço pra tudo!
Da horta, tive que pedir ajuda pra minha mãe pq não entendo absolutamente nada! Se é uma coisa que nós plantamos ou uma sujeira que tá nascendo, qual a época de plantar, quanto molhar... Pô, definitivamente não sou da cidade, mas da colonia é que eu não sou!!! Bom, estou tentando aparender um pouco!
Ontem capinei a horta. Tô com bolha na mão, é claro!!! Hehehe! Arranquei um Maxixe que eu havia plantado, deu quatro vidros de compota! Só que o pé tava tomando conta de tudo... Verdadeira praga! Agora voltei aos temperos... Recorro ao livro para ver mais ou menos como usá-los... Quem sabe rola uma pizza de rúcula, com tomilho, mangericão, orégano... Ou uma macarronada caseira com alguns temperinhos...

sábado, 1 de janeiro de 2011

2011...

Novo ano, nova idade, algumas dúvidas! Só pra variar! Qual escola, ou qual cidade, quais alunos, quais atividades... Meu ano se resolve lá por março, abril, agosto... Nunca é muito previsível! Então, agora, o que me resta é curtir as férias! Alguns planos... Acho que vai acabar pintando mais coisa! Nem que seja ir pra Porto olhar/experimentar/comprar aparelho... É isso!
Feliz 2011!

domingo, 19 de dezembro de 2010

Natal é tempo de rever

Quinta feira foi o show do Canto e Dança... 16 anos de puro sucesso, ideias novas, crianças novas, músicos novos, músicas novas... A emoção de sempre! Meu pai é o cara! E está muito bem acessorado (é assim???)! Canto e Dança é o show! Prova que a música para sem bem feita não tem idade! Uma formação perfeita, um espírito perfeito! Amo! Sempre!
Sábado, concerto Anglicano de Natal em Canguçu. O pai e a Mãe foram. Nunca conto pra eles se vou solar, ou fazer alguma coisa especial. Convidei amigos, conhecidos, lá de Canguçu... Friozinho na barriga bom antes de solar... Nada pode dar errado, o sax se destaca, mais responsabilidade. Felizmente foi tudo muito bom! O público gostou e é isso que vale! Amo!!!
Hoje pela manhã culto na Igreja do Advento, apresentação dos meus alunos de violão lá de Morro Redondo! Eles estavam tão lindinhos! E tocaram muito bem!
Hoje, o último concerto. Na Catedral do Redentor, popular Cabeluda. Templo lindíssimo. Acústica perfeita. Casa cheia. Tocamos bem de novo! E o público foi tão caloroso que até pareceu melhor de que foi! Amo!
Natal... Apresentações... Me criei nesse meio. Amo!

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Ponto de vista.

Fiquei triste demais em ver meu Inter chegar lá e não saber como jogar. Não quero discutir com os gremistas. Sei que eles não deveriam nem falar pois nem estavam lá... E digo isso para os que vem perturbar minha dor. Mas sei que eu já vi o Grêmio ir lá e perder tb... E eu também sacaneei. O que mais lembro daquela época era o Muriel, meu primo, doente pelo Grêmio, achando que seria campeão do mundo e tal... A mesma coisa que nós agora. Daí, veio o Ajax, acabou com eles. O Guilherme (o Bartels), meu outro primo, colorado, ganhou um cachorrinho. O nome que ele deu pro filhote: Ajax. Pobre Muriel, pobres parentes gremistas... Conviveram anos com o "fantasma" do Ajax... Hehehe!!! Nós tínhamos uns 10 anos!!! Espero que o Muriel não batize nada de Mazembe agora...
P.S. Só admito isso aqui pq sei que posso confiar no Guilherme Feldens, colorado. E acho que a tia Terezinha não vai dar bola...

domingo, 12 de dezembro de 2010

Concerto Anglicano


Já é o terceiro Concerto Anglicano de Natal. Vem gente de todo lado para tocar, cantar, ouvir... Tens uns que estão sempre lá, outros que participaram de uma ou outra edição, outros chegando pela primeira vez... Sempre tem flautista novo, um violinista que alguém convidou, um cantor que foi chegando. O João Carlos ficaria louco, se não fosse tão tranquilo, com tanta flautinha doce tocando, cada uma em sua música antes de começar...

Por mais que algumas música se repitam, a emoção, o arranjo, modifica o que sentimos na hora de ouvir. No ensaio já é assim, na apresentação então...

Esse ano tenho um motivo mais do que especial para fazer minha parte muito bem feita. Ano passado foram duas noites de apresentações. Infelizmente só participei da primeira. Igreja Cabeluda cheia, fiz meus solos, foi tudo lindo! Voltamos para Morro Redondo (eu, o pai e a mãe), quando chegamos uma ligação de que o vô não estava bem... O pai e a mãe foram lá... Parecia melhor. Ainda fomos dormir. Antes do amanhecer a notícia de que o vô tinha morrido. O Conceto daquele sábado foi em homenagem a ele!

É impressionante, mas sempre que toco, especialmente na igreja, penso no vô observando... Sempre querendo o melhor! Desafinar, errar... Não! A música, para ser boa, tem que estar perfeita...

Esse ano, pelo menos de minha parte, mais uma homenagem! E tem que ser boa!

domingo, 5 de dezembro de 2010

Ah, o futebol...


Desde que me conheço por gente sempre gostei de jogar futebol. As mais antigas brincadeiras com bola de que me lembro eram lá no corredor de casa, com uma bola bem levinha, que pulava um monte... Eu jogava com o pai! Não sei quantas vezes jogamos, mas eu nunca esqueci!

Depois, já com uma dente de leite, eu driblava uma laranjeira no pátio de casa! Era só futebol arte!

Uma bola de uma especie de couro, verde com bege, e as paredes da garagem ficava todas marcadas com os gomos da bola. E meu dedão ficava sem tampo... Foi a época do vaza-entra no pátio da vó Lili, no pátio da tia Rute, no pátio da Maria (lá valia tabelar com a parede), na beirada do campo do Índio e nos fundos lá de casa, com direito a bergamota ou goiaba do pátio do vizinho...

Um dia fui pra canchinha. Não parei mais de ir lá. Jogava com os guris maiores, e nem era das últimas a ser escolhida... Futebol rápido, de pegada! Aprendi a me virar no meio dos grandes. Só que eu não tinha percebido que eu não tinha contado pra mãe... Ela não gostou muito quando contaram pra ela... Mas nunca me proibiu, só queria que eu jogasse com quem era do meu tamanho... Mas com os grandes o jogo era tão melhor...

Nos tempos de baixa temporada da canchinha criamos dois campinhos alternativos, e só para os amigos. Lá perto do vô Rodolfo, capinamos, construímos trave e nunca deu jogo... O outro era do lado da Tia Oldina! Bons jogos naquele gramadão! As melhres amizades da infância.

Não tinha tênis meu pra aguentar os jogos no recreio e recreação da escola... Eram tantos! Até na terceira série eu arrumar briga com os guris, por eles acharem que eu não deveria jogar...

Bom, depois veio o tempo de escolinha no Pelotas, e depois no Brasil. Come cei a encontrar gurias que sabiam jogar... Os times da escola: os melhores! E comecei a acompanhar o time principal do Brasil. Nessa época o Kartoffel (equipe/família) do Morro era só sucesso nos torneios de futsal da região...

Tudo isso, desde de que nasci, tão forte, tão incontolável... Não escolhi jogar futebol. Até tentei outros esportes! O futebol me escolheu! Mas resolvi deixá-lo de lado para crescer e fazer faculdade! Tá certo, não tinha muito tempo, nem tinha mais minhas amigas de bola por perto, mas não foi uma escolha sábia. Só perdi de evoluir no esporte. Percebo isso agora. 2010 foi um ano de recomeço! Encontrei um novo time, que me acolheu. Voltei para o campo, a primeira paixão (ah, aquelas faltas e passes longos...), e agora novamente nos torneios recomeçando a aparecer, a ter um time de destaque!

E reencontrando quase toda aquela velha guarde de quando eu comecei nas escoinhas, lá com 9, 10 anos!!!

Falo tudo isso por que hoje jogamos o melhor jogo que podíamos jogar! Derrotamos de virada um favorito. Marquei um de penalte numa goleira que me tirava o sono por ter, certa vez, me tirado um título e o respeito de batedora ofocial... Foi, sim, muito bom ganhar de vocês, mesmo gostando muito de algumas garotas desse time! Infelizmente não pudemos fazer desse o nosso melhor torneio. Um time entregou para nos tirar, e nós nos entregamos... Ok, já foi o melhor jogo, o mellhor torneio virá. Eu espero!

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010